Livro da Autora Selma Arau é sucesso.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Bangalô de histórias é um livro cheio de estórias e poesias. São; 13
contos e 31 Poemas. Os contos são: Bangalô de Veraneio, este relata a vida de
um casal de jovens que estudaram se formaram, casaram-se abriram uma empresa e
foram bem sucedidos, porém veio à separação, ela pegou tudo e foi rumo a este
bangalô onde sua vida realmente começa em um mundo totalmente.... Os outros
são: Amor Serrano-A Menina da Gruta - A Mansão - Tanta Correria e Vida Vazia -
Perdi Minha Vida - Cumplicidade Claudia-Cumplicidade à
distância-Cumplicidade-Reencontro-Sonhos e Lembranças - Sonhos
Perdidos-Desabafo e Pé na Estrada. As 31
poesias são escritas com vocabulário simples, por serem escritas com o coração.
Contatos com a Autora ironitamota@hotmail.com
ou fone (62) 3016 4626 _ 9685 8921
sábado, 7 de setembro de 2013
Ela parecia tão despreocupada. As sobrancelhas erguidas lhe davam um ar de
esperteza e trazia nos lábios algo que não era um sorriso, ainda, mas estava
prestes a ser. Mas sabe aquele sorriso que quase é, e você fica esperando para
acontecer e não acontece?
Pois é! Era esse o bendito sorriso. Devia ter um pouco mais que dez anos de idade. Seu cabelo desgrenhado e seus pés sujos a faziam parecer uma daquelas crianças que tem um pé na infância e um pé no mundo adulto. Porem o que realmente me chamou atenção foram os olhos. Aqueles olhos traziam uma expressão tão simples, mas tão simples que eu não sei se um dia tive a chance de trazer em meu semblante algo tão puro. Era algo indefinido, nem eu nem ninguém poderíamos explicar o motivo daquele olhar. Poderia ser a satisfação de uma brincadeira entre amigos... Mas não! Era leve demais. Poderia ser o desempenho bem sucedido em uma matéria na escola... Não! Aquele olhar não trazia nenhuma soberba. Talvez fosse a alegria de estar chegando em casa, já que estávamos em um ônibus... Mas céus. Eu já vi esse tipo de alegria em outros rostos e em nada se parecia com aquilo. Acho que eu poderia passar horas aqui fazendo suposições e a conclusão nenhuma chegaria.
Para alguém como eu, um homem de sessenta anos, sem esposa, com filhos que se me vissem nem me reconheceriam apostador, frequentador de bordeis, fumante, um homem cujo o único respeito com que podia contar era o dos companheiros de garrafa, com as mãos cheias de calo por realizar um trabalho apenas para sobreviver, para este homem aquele olhar parecia algo que eu havia perdido pelo caminho, algo que eu talvez eu nunca tenha tido ou se eu tivesse tido havia sido arrancado de mim. Por uma vida miserável, por valores que não tive, por ambições erradas, por tanta coisa meu Deus... Tanta coisa que olhando para aquela menina eu tive vontade de não sei como voltar no tempo, mas ainda sendo esse homem grande que sou hoje, e pegar no colo aquele menino de cinco anos que um dia fui e tampar seus olhos, cobrir seus olhos e seus ouvidos, mas antes sussurrar:
--- Sabe todas as coisas ruins, feias, e tristes que te ensinarem? Não aprenda menino. Não seja um menino sozinho. Porque solidão é triste e tristeza não vale nada.
Ali, sentado em meu assento de idosos com minha mochila no colo eu tive vontade de fazer isso com aquela menina, que poderia ser minha neta. Tive vontade de dizer isso a ela. Eu usaria exatamente essas palavras. Diria exatamente isso. Para que ela nunca perdesse esse olhar. Queria ter dito isso aos meus filhos, que eu mesmo não reconheceria se visse na rua.
Mas eu não disse e aquele menino de cinco anos que fui não existe há muito tempo.
Alguns amigos se aproximaram da menina e seu olhar mudou, como que por encanto. Agora era algo mais comum, algo reconhecível. Senti-me aliviado! Agora ela era apenas uma menina em um ônibus indo para algum. Eu não devia nada para ela e ela para mim.
Ajeitei-me melhor em meu assento e tratei de parar de pensar em tais besteiras. Acho que hoje vou beber uma cachaça no seu Miguel. Hoje preciso mesmo é tomar trago.
Autora Juliana Kellys
Pois é! Era esse o bendito sorriso. Devia ter um pouco mais que dez anos de idade. Seu cabelo desgrenhado e seus pés sujos a faziam parecer uma daquelas crianças que tem um pé na infância e um pé no mundo adulto. Porem o que realmente me chamou atenção foram os olhos. Aqueles olhos traziam uma expressão tão simples, mas tão simples que eu não sei se um dia tive a chance de trazer em meu semblante algo tão puro. Era algo indefinido, nem eu nem ninguém poderíamos explicar o motivo daquele olhar. Poderia ser a satisfação de uma brincadeira entre amigos... Mas não! Era leve demais. Poderia ser o desempenho bem sucedido em uma matéria na escola... Não! Aquele olhar não trazia nenhuma soberba. Talvez fosse a alegria de estar chegando em casa, já que estávamos em um ônibus... Mas céus. Eu já vi esse tipo de alegria em outros rostos e em nada se parecia com aquilo. Acho que eu poderia passar horas aqui fazendo suposições e a conclusão nenhuma chegaria.
Para alguém como eu, um homem de sessenta anos, sem esposa, com filhos que se me vissem nem me reconheceriam apostador, frequentador de bordeis, fumante, um homem cujo o único respeito com que podia contar era o dos companheiros de garrafa, com as mãos cheias de calo por realizar um trabalho apenas para sobreviver, para este homem aquele olhar parecia algo que eu havia perdido pelo caminho, algo que eu talvez eu nunca tenha tido ou se eu tivesse tido havia sido arrancado de mim. Por uma vida miserável, por valores que não tive, por ambições erradas, por tanta coisa meu Deus... Tanta coisa que olhando para aquela menina eu tive vontade de não sei como voltar no tempo, mas ainda sendo esse homem grande que sou hoje, e pegar no colo aquele menino de cinco anos que um dia fui e tampar seus olhos, cobrir seus olhos e seus ouvidos, mas antes sussurrar:
--- Sabe todas as coisas ruins, feias, e tristes que te ensinarem? Não aprenda menino. Não seja um menino sozinho. Porque solidão é triste e tristeza não vale nada.
Ali, sentado em meu assento de idosos com minha mochila no colo eu tive vontade de fazer isso com aquela menina, que poderia ser minha neta. Tive vontade de dizer isso a ela. Eu usaria exatamente essas palavras. Diria exatamente isso. Para que ela nunca perdesse esse olhar. Queria ter dito isso aos meus filhos, que eu mesmo não reconheceria se visse na rua.
Mas eu não disse e aquele menino de cinco anos que fui não existe há muito tempo.
Alguns amigos se aproximaram da menina e seu olhar mudou, como que por encanto. Agora era algo mais comum, algo reconhecível. Senti-me aliviado! Agora ela era apenas uma menina em um ônibus indo para algum. Eu não devia nada para ela e ela para mim.
Ajeitei-me melhor em meu assento e tratei de parar de pensar em tais besteiras. Acho que hoje vou beber uma cachaça no seu Miguel. Hoje preciso mesmo é tomar trago.
Autora Juliana Kellys
domingo, 28 de julho de 2013
Rede Goiana De Escritores
Projeto Livros no Ar
Aqui leitores e escritores se encontram
A REDE
GOIANA DE ESCRITORES
Vem até você
apresentar as obras
De alguns escritores de
GoiásSe você é escritor/ escritora e deseja ver seu livro sendo divulgado aqui é nos contactar no E_mail ironitamota@Hotmail ou fones (62) 9685 8921 ou 9328 2661
Rede Goiana De Escritores
Projeto Livros no Ar
Aqui leitores e escritores se encontram
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GOIANA DE ESCRITORES
Vem até você
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De alguns escritores de
Goiás
Se você é escritor/ escritora e quiser participar de nosso catálogo de divulgação é só nos contactar no fone
(62) 9685 8921 ou no E_Mail ironitamota@Hotmail ou redegoianadeescritores@hotmail.com
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Link dos livros da escritora Ironita Mota para você baixar e ler onde estiver.
Pelo preço de um
impresso você baixa 5 digital
Indique ao seu grupo
de amigos que lhe serei grata, os infantis
Vão agradar a
garotada, poderão ficar no computador e ler um bom livro.
Para
escolas temos os impressos disponíveis na leart/ kelps fone 62- 30932191, e com preços especiais.
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